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De acordo com especialistas e pesquisadores da Universidade de Middlesex, na Inglaterra, alto consumo de pornografia pode ser a principal causa de disfunção erétil em indivíduos jovens.
Segundo estudos recentes da instituição sobre o assunto, o número de homens abaixo de 40 anos que apresentam o problema subiu de 2% a 3% para até 35%. Um dos principais motivos para o aumento de casos está relacionado ao consumo de conteúdos pornográficos facilitado pela ampliação do acesso à internet.
Para tentar solucionar o problema neste ambiente de estudo, muitos médicos prescrevem Viagra para esses pacientes. Porém, para grande maioria, o remédio não funcionou já que o problema tem origem no comportamento sexual compulsivo estimulado pelo conteúdo adulto, e esse padrão se repete em uma amostra muito maior. Como consequência, muitos desses jovens apresentam dificuldades não apenas na vida sexual como têm problemas para formar relações românticas, já que a principal fonte de educação sexual vem de um cenário distorcido que não representa a realidade.
O fenômeno se torna ainda mais preocupante uma vez que adolescentes entre 11 e 16 anos já iniciam o processo de masturbação com material explícito disponível na rede. De acordo com a pesquisa, se descobriu que 94% dos jovens de 14 anos (entre meninos e meninas) já viram pornografia online, enquanto 60% deles acessaram o conteúdo pela primeira vez dentro de casa.
A pesquisadora responsável ainda destaca que esse tipo de comportamento é muito parecido com os vícios em substâncias, como drogas, cigarro ou álcool. Isso significa que quanto mais esse público consome, maior é a sua compulsão, assim gerando a necessidade de aumentar a quantidade diária para alcançar a satisfação desejada.
Alguns especialistas afirmam que o aumento no número de casos de disfunção erétil em homens jovens está associado a questões como ansiedade de desempenho. No entanto, para um número considerável de profissionais de saúde, o comportamento sexual compulsivo estimulado pela pornografia é responsável por mais de 80% dos problemas sexuais masculinos, incluindo a disfunção erétil.
Segundo a Fundação Reward, o excesso de pornografia está mudando a forma como adolescentes e jovens se excitam sexualmente, e, por estarem condicionados ao conteúdo pornográfico para se sentirem excitados, eles apresentam dificuldades em ter ereções longe desse cenário.
Apesar de não ser possível provar a ligação direta entre a pornografia e a disfunção erétil, depoimentos em fóruns on-line sobre o tema confirmam os achados da literatura clínica: abandonar o vício em conteúdo pornográfico melhora a capacidade do homem de ficar excitado pela intimidade na vida real.
De acordo com Mary, o primeiro passo para resolver a questão é parar de prescrever medicamentos para um problema de origem claramente psicológica. A aceitação social do consumo de pornografia por homens leva muitos médicos a desconsiderarem que os pacientes têm um vício que precisa ser tratado adequadamente. Por causa disso, muitos homens recorrem até mesmo a implantes penianos (próteses implantadas no pênis para ajudar a ter ereções) quando as prescrições médicas de medicamentos não exercem o efeito esperado. Ou seja, ainda que o sintoma desapareça, a causa permanece e continuará a prejudicar a vida sexual e afetiva desses homens.
Problemas na ereção, ou qualquer outra disfunção sexual, não pode ser motivo de vergonha! Conscientize-se e vença os tabus: fale, cuide-se, busque profissionais e reencontre a qualidade de vida.
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